segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Encontros desiguais: estereótipos e violência


Descrição para cegos: foto mostra o professor Giovanni Boaes no estúdio, falando ao microfone. Ao fundo veem-se algumas carteiras escolares e a porta.

        No último dia 24, foi ao ar no Espaço Experimental uma entrevista com Giovanni Boaes, professor do Departamento de Ciências Sociais da UFPB. Em pauta, a pesquisa coordenada pelo docente intitulada Encontros Desiguais, que analisa as interações entre os moradores dos bairros de Manaíra e São José, situados em João Pessoa, na Paraíba. O objetivo é compreender como se dá o processo de ocupação dos espaços públicos por residentes desses locais que, em algumas ocasiões, resulta em episódios de violência. A entrevista foi produzida por Carmem Ferreira, Danilo Monteiro e Lucas Campos. O programa Espaço Experimental é produzido pela Oficina de Radiojornalismo do curso de Jornalismo da UFPB e veiculado na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz) aos sábados, às 9 horas. Ouça a entrevista clicando nos players a seguir. (Cristiano Sacramento)

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Justiça Restaurativa como mecanismo de intervenção social


Descrição para cegos: imagem mostra o psicólogo Paulo Moratelli sentado e discursando com o auxílio de um microfone com pedestal. Um notebook e copos com água estão sobre a mesa.
Por João Diniz

A Justiça Restaurativa é um método de intervenção nas situações de conflito com a lei através da conscientização. Diferentemente da Justiça tradicional, a Restaurativa promove a Cultura da Paz e o diálogo. Este método propõe a mudança da perseguição, imposição e coerção, para responsabilização, diálogo e reparação de danos.
O propósito da Justiça Restaurativa é atuar junto ao infrator com uma equipe multidisciplinar, na tentativa de restaurar os relacionamentos e laços sociais rompidos. Para alcançar esta restauração, diversos segmentos da sociedade devem estar unidos: Poder Judiciário, Prefeitura e Instituições de Ensino Superior, entre outros.

domingo, 31 de julho de 2016

Atitude da polícia no caso do Bessa gera polêmica.

Descrição para cegos: imagem é formada por duas fotos que mostram os destroços da agência atacada, com a área demarcada por fitas de listas verticais amarelas e pretas. Em ambas aparece a porta e o letreiro com a palavra CAIXA parcialmente destruídos. Na foto da direita, vê-se parte do mecanismo de um caixa eletrônico que parece ter sido atirado no meio da avenida pela explosão

Por Manoel Holanda


No último dia 23, assaltantes fortemente armados explodiram um posto de autoatendimento da Caixa Econômica Federal no Bessa Shopping, aqui em João Pessoa. A ação dos bandidos foi gravada por moradores das proximidades. Segundo o relato de testemunhas, a polícia só apareceu no local após o ocorrido. Essa postura acabou gerando muitas polêmicas a respeito da questão da segurança pública na capital paraibana.
No dia seguinte ao ocorrido, a PM informou que estava com equipes no local, mas aguardando o apoio da Polícia Civil. A Polícia Militar também comunicou que a ação dos bandidos passou a ser comandada também pela Polícia Federal. O capitão Antônio Filho, comandante do 1º Distrito Integrado de Segurança Pública, afirmou que a postura dos policiais na ação foi correta, pois eles estavam em desvantagem numérica e um confronto desigual poderia terminar em tragédia.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

III Colóquio de Segurança Pública – com o professor Sven Peterke

Descrição para cegos: foto mostra o professor Sven e a câmera
filmando-o, com ele aparecendo no visor

Realizado para a disciplina Jornalismo e Cidadania, do curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba, o III Colóquio de Segurança Pública, aconteceu no dia 18 de maio de 2016. Teve como convidado o professor Sven Peterke. Ele é Doutorado em Ciências Jurídicas pela Universidade de Bochum, Alemanha, onde também concluiu mestrado em Assistência Humanitária Internacional e capacitação para o cargo de juiz. Desde 2010, Sven Peterke é professor adjunto no Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal da Paraíba. Suas pesquisas e publicações nacionais e internacionais concentram-se em Direito Internacional Humanitário. É membro da Internacional Law Association e colaborador permanente da revista Jornal of International Law of Peace and Armed Conflict. A organização do colóquio foi de Elidiane Ferreira, Gerlane Neto e Jailma Santos.

Confira o colóquio na íntegra:


1- Estruturas da violência

O professor apresenta diferentes estruturas de violência presentes na sociedade e como esse tema pode ser estudado em pesquisas científicas.



segunda-feira, 27 de junho de 2016

Cultura do estupro

No dia 25 de junho, foi ao ar no Espaço Experimental, um painel sobre a cultura do estupro. O tema entrou com intensidade no cotidiano dos brasileiros trazido pelo movimento feminista depois do caso da menina de 16 anos que foi violentada por um grupo de homens, enquanto estava inconsciente. O fato motivou manifestações por todo o país. Para falar sobre o assunto foram convidados Adriano de Leon e Michelle Agnoleti, ambos doutores em Sociologia, com estudos nas áreas de gênero e sexualidade e professores da UFPB. A entrevista foi produzida por Râmila Ramalho e Shirlayne Lima. O programa Espaço Experimental é produzido pela Oficina de Radiojornalismo do curso de Jornalismo da UFPB e veiculado na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz) aos sábados, às 9 horas. Ouça a entrevista clicando nos players a seguir. (Elidiane Ferreira)

terça-feira, 21 de junho de 2016

Violência psicológica: palavras que machucam


Por Gerlane Neto

Todo mundo concorda que a violência contra a mulher é assunto sério que precisa ser discutido e devidamente combatido. Mas quando a violência não se manifesta em forma de agressão física? Os relacionamentos abusivos não usam apenas os punhos, mas também as palavras para agredir e macular a imagem feminina.
A violência psicológica é mais subjetiva e, por isso, de difícil identificação. Ela vem mascarada pelo ciúme, controle, humilhação, ironia e ofensa. Esse tipo de violência tem reflexos diretos na saúde mental e física da mulher.

domingo, 19 de junho de 2016

O policial militar e os direitos humanos


No dia 11 de junho, o Espaço Experimental reuniu o professor Paulo Vieira de Moura, do Centro de Ciências Jurídicas da UFPB, e o capitão e professor Fábio Gomes de França, do Centro de Educação da Polícia Militar da Paraíba. Em pauta, a formação do policial da PM paraibana em Direitos Humanos. Ouça o painel que produzimos com a colega Danielle Mendes. O Espaço Experimental é produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB e vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM, que pode ser sintonizada em 1.110 KHz. (Gerlane Neto e Jailma Santos)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Estatuto do Desarmamento sob ataque


A repórter Luana Lourenço, da Agência Brasil, produziu uma reportagem sobre o Estatuto do Desarmamento e a tentativa de modificá-lo, publicada no portal da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). A reportagem, intitulada O Estatuto do Desarmamento sob ameaça, foi elaborada a propósito da tramitação no Congresso Nacional de proposta visando modificar a lei. A matéria apresenta argumentos a favor e contra o Estatuto do Desarmamento com dados estatísticos, vídeos e depoimentos. Clique aqui para ter acesso à reportagem. (Jailma Santos)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Violência policial: ameaça à segurança pública


Por Gerlane Neto

Uma das questões que colocam em debate central as ações policiais, são as manifestações estudantis contra o fechamento de escolas, como ocorre em São Paulo. A explosão de violência dos agentes de segurança pública contra os jovens mostra a falta de preparo para atuar nessas ocasiões.
O plano de reorganização das escolas estaduais de São Paulo, anunciado no final de 2015, gerou uma crise no ambiente escolar. Além da falta de diálogo do governo estadual com os alunos, pais e professores, a proposta previa o fechamento de 94 escolas e transferência de 311 mil estudantes. Os protestos, que primeiro ocuparam as ruas da capital e de outras cidades paulistas, passaram para dentro das escolas.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Seminário discutiu políticas para levar educação às prisões paraibanas


Na última quarta-feira, a Universidade Federal da Paraíba recebeu estudiosos para discutir educação no sistema penitenciário. A iniciativa foi parceria entre a Cátedra Unesco de Educação de Jovens e Adultos com a UFPB, a Universidade Estadual da Paraíba e o Governo do Estado. Intitulado I Seminário sobre políticas e práticas de educação em prisões, o evento dividiu a programação em três momentos. Pela manhã, ocorreu uma mesa sobre educação formal e não formal. A tarde foi marcada por palestras sobre práticas para mulheres encarceradas, educação e cidadania e gestão de políticas públicas. Já no período da noite, houve mesa redonda sobre formação para o trabalho. Um dos expositores  do evento foi o diretor da Escola de Gestão Penitenciária da Paraíba, Mazukyevicz Silva. O repórter Vítor Nery entrevistou o diretor sobre o Seminário. O Espaço Experimental é produzido pela Oficina de Radiojornalismo do curso de Jornalismo da UFPB e veiculado na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz) todos os sábados, às 9 horas da manhã. Ouça a entrevista clicando no player a seguir. (Elidiane Ferreira)

terça-feira, 7 de junho de 2016

Incitação ao crime e à violência


Por Jailma Santos

A incitação ao crime e à violência é um ato contra a paz pública, praticado quando um indivíduo induz outro a ação criminosa. Essa é uma das violações à legislação que ocorrem frequentemente em espaços veiculados na mídia brasileira.
É o caso de situações decorrentes de um crime que causa comoção social e os jornalistas adotam um discurso que, de certo modo, incita à vingança ou justifica a justiça pelas próprias mãos.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Aplicativo denuncia músicas com violência contra a mulher


Uma campanha do jornal O Estado de S. Paulo, em parceria com o Disque Denúncia do Rio de Janeiro, mostra às pessoas quando a letra de uma música reconhecida pelo aplicativo Shazam contém apologia à violência contra a mulher e crimes de gênero. A ação foi batizada de Músicas de Violência. Para aderir à campanha, é necessário instalar o Shazam no dispositivo móvel. Ele está disponível para os sistemas Android, iOS e Windows (app universal). Clique aqui para assistir o vídeo da campanha. (Gerlane Neto)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Violência sexual: um silêncio que ecoa


Por Elidiane Ferreira

Esta semana um ato de violência sexual contra uma menina de 16 anos chocou a Brasil. A menina sofreu um estupro coletivo, foi violentada por 33 homens. As imagens e o vídeo circularam pela internet aumentando ainda mais a dor e o sofrimento causados à jovem.
O enfrentamento a todo tipo de violência contra a mulher deveria ser uma pauta permanente na sociedade, não apenas ou prioritariamente do movimento feminista. As mulheres são estupradas, pois são consideradas como objetos sexuais, como propriedade dos homens e não como pessoas dotadas de direitos e vontade própria.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Crime e Espiritualidade


Diante dos clichês sobre o pensamento do policial a respeito do delinquente, um artigo escrito pelo delegado e Diretor do Grupamento de Operações Especiais do Estado do Rio Grande do Sul (GOE), Bolívar dos Reis Llantada, surpreende. O texto, publicado no site Canal Ciências Criminais, mostra uma visão que foge da expectativa criada pelo senso comum e como o policial, muitas vezes, é confrontado em situações que o colocam como um justiceiro e não um agente da lei. Clique aqui para ler o texto. (Jailma Santos)